Seja profissional, NÃO bloqueie seu site para usuários do Internet Explorer










Tiazinha que não conhece o Firefox

Estava fuçando meus feeds, quando encontrei um post do Slonik falando sobre o IE6. Mesmo alegando não ter embasamento, a opinião ressaltada pelo sujeito é excelente. Quer saber por que?

Todos sabemos que o IE6 é uma merda, entretanto BLOQUEÁ-LO não é uma alternativa viável.

Ao invés de BLOQUEAR o uso do IE6, simplesmente incentive o uso de browsers melhores. Comunique, mas não impeça o usuário de navegar no site.

Pense no seu site como um grande boliche de shopping

Imagine que você decide jogar boliche. Você pega seu carro, se desloca até o shopping, desce até o subsolo e chega no local.

Nessa analogia idiota, esse é você chegando até um site.

Agora pense no seu browser como um tênis. Isso, um tênis!

Chegando no boliche, você não pode jogar com aquele All-Star que está no seu pé. Nesse caso, duas situações podem ocorrer:

Situação 1
O atendente chega e diz:
- Cara, All-Star não serve pra boliche. All-Star é feito de pano, dá chulé, não dura. Esse All-Star é uma merda, pare de usar ele.
Situação 2
O atendente diz:
- Saca que esse All-Star vai te atrapalhar? Ele não vai tem aderência e você pode não render tanto quanto deveria. Toma, pegue esse tênis aqui, ele foi feito especialmente pra boliche.

Percebem a diferença? Se o cara criticar seu tênis, você não vai gostar. Você não é obrigado a entender de tênis de boliche. Você iria embora e o boliche não embolsaria seu rico dinheirinho.

Agora se o cara fornece uma alternativa e te ajuda, você vai adorar isso. Porque no fim das contas, aquele sapato de boliche vai te ajudar a humilhar seus amigos no jogo.

Quem bloqueia o IE6 pensa pequeno

Isso mesmo, se você bloqueia o IE6 você tem uma mentalidade lixo e não pensa em crescer.

O site ideal funciona em qualquer navegador. Talvez no IE6 ele perca algumas funcionalidades, mas ele está lá disponível para quem quer acessá-lo.

Ao invés de bloquear, eduque o usuário.

Estamos no Brasil. Usuários não acessam a web de computadores próprios, usuários não sabem instalar softwares. Saia dessa bolha e olhe pra fora, estamos no país da inclusão digital.

Aprenda a pensar grande, ninguém é culpado por não saber (ou poder) fazer algo.

Em tempo: já dei uma entrevista sobre o assunto.[/jaba] =)

  1. Helder

    Cara, ótimo artigo. O profissional deve mostrar ao seu usuário/cliente as vantagens do uso de um navegador mais eficiênte e de acordo com os padrões.

  2. Concordo.

    Em sites comerciais, onde a transição é longa e muitas vezes dolorosa, isso pode ser aplicado.

    Mas há poucas opções para pensar:
    1. Você mantém o suporte ao IE6.
    Arca com os custos de retrabalho, desenvolvimento para prevenir problemas, código alternativo e duplicando soluções.

    2. Você faz um código paralelo para o IE e o mantém funcionando. Mais retrabalho, mais manutenção, mais gastos.

    3. Você nivela por cima, ignorando o IE6 e avisando o usuário de que esse browser foi descontinuado, etc etc etc.
    Essa é a opção mais barata.

    Sites grandes, como o Google, estão deixando de suportar IE6 por necessidade. Não há como avançar ou inovar, se você ainda mantém um legado. Ou eles revolucionam ou eles estagnam.

    Bloquear é uma opção e as vezes a opção mais eficaz. Claro a maneira mais correta é fazer esse bloqueio educando o usuário. Explicando os motivos e sugerindo outros caminhos.

    No Tableless.com.br, eu ignorei totalmente o IE6, IE7 e qualquer outro browser que não entenda HTML5.
    Fiz isso sem aviso prévio, porque os usuários do site são desenvolvedores. Se eles ficam na zona de conforto, quem vai tirar o cliente da zona de conforto dele?
    Ou o desenvolvedor tem uma atitude, se educa para poder educar, ou ele é mediocre.

  3. É tudo uma questão de objetivos.

    Google deixou de dar suporte pois o IE bloqueia a inovação, concordo com isso.

    Tableless deixou de dar suporte ao IE pois seus leitores não usam IE, também concordo com isso.

    Agora o desenvolvedor querer bloquear o IE no site do cliente que, sei lá, vende cadeiras por exemplo, acho AMADORISMO.

    Nesses casos, deve-se EDUCAR o usuário (algo que o Orkut faz: “Olhe, use esse outro browser aqui.”) mas não bloquear o site.

    Em muitos desses casos, ao bloquear o IE, você vai estar impedindo um público altamente qualificado para o seu produto. É besteira, concordam?

  4. Acredito que embora exista o conceito de manter sistemas compatíveis a todo e qualquer usuário, seja muito mais interessante dar prioridade a novas tecnologias, mesmo porque pode como dito pelo Diego reduzir o trabalho por parte de quem trabalha em cima do codigo ou indiretamente.

    Mas há o ponto social que pesa muito dependendo do público alvo. Creio que isso seja o principal impedimento de simplesmente ignorar o uso de um navegador mais antigo. Sites que dependam do acesso de usuários que utilizem ferramentas antigas e possam descontinuar o uso com tal mudança. Nesses caso talvez não haja saída para códigos paralelos ou ficar estagnado tecnologicamente.

    O texto foi bem escrito e por isso resolvi trazer a tona. Abraço

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