WordPress Vs. Blogger (vantagens e desvantagens)

Existem xiitas pessoas que defendem arduamente o WordPress como a melhor plataforma pra gerenciamento de blogs. Outros discutem o porquê de usar o WordPress, sendo que o Blogger (ou BlogSpot, como preferirem) é gratuito.

imagem crianças discutindo Sai fora meu! WordPress é muito melhor!

A minha opnião é que existem casos e casos. Antes de tudo, duas coisas:

1. WordPress.com é diferente do WordPress.org

O WordPress.com é concorrente direto do Blogger. Você acessa o serviço, se cadastra e cria seu blog em minutos. Já no .org você tem acesso ao sistema utilizado no .com sob uma licença GNU/GPL, isso significa que lá você pode baixar o sistema, instalar e modificar o que quiser, mas você é o responsável pelo manutenção do sistema.

2. WordPress não é gratuito

No WordPress.com você cria seu cadastro gratuitamente mas, por exemplo, se você quiser editar o código HTML (e você vai precisar fazer isso se quiser incluir anúncios e/ou imagens em locais específicos) é necessário comprar créditos no site. Já no WordPress.org você consegue efetuar essas alterações sem custo algum. Mas, ao menos que você tenha uma parceria ou patrocínio, você terá que arcar com os custos de hospedagem e registro de domínio para manter o sistema funcionando.

Então, daqui pra frente, leia WordPress como sinônimo de WordPress.org.

Dito isso, vamos ao que interessa:

Quem é melhor? WordPress ou Blogspot?

imagem lutadores boxe Dueeeelo de titãs!

Quem é acostumado com o WordPress e sua facilidade para efetuar alterações estranha a carência de funcionalidades no Blogger. Mas o inverso também ocorre, usuários acostumados com a simplicidade do Blogger estranham a robustez do WordPress.

A verdade é que discussões sobre qual sistema é melhor parece briga de criança sobre qual pai é melhor.

imagem crianças brigando Argh! Meu pai que é melhor!

Ouça os dois lados

O mais importante é saber qual é o objetivo principal. Em geral, nerds entusiastas de programação e desenvolvimento web não vêem problema em modificar um sistema. Mas o usuário comum não gosta de mexer com código, ele quer apenas escrever e ponto final. Nesse ponto o Blogger é imbatível.

Por que se preocupar com instalação, manutenção e atualização de plugins se eu quero só escrever? Parece irreal, mas muitos não se preocupam com a aparência e muito menos com o código HTML do seu blog.

imagem mão digitando Me deixa escrever. Só isso.

O fato é que dizer qual sistema é melhor vai depender muito do foco de cada escritor. Pra quem encara o blog como hobby, o Blogger é mais do que suficiente. Agora se é coisa é feita com um pouco mais de profissionalismo e existe uma preocupação com SEO, monetização e web analytics com certeza o WordPress é a melhor opção.

Isso não significa que o Blogger não pode ser usado profissionalmente, mas é que no WordPress as coisas são feitas com muito mais facilidade. Você pode definir parâmetros exclusivos pra cada post, criar páginas fixas, contar com uma documentação online completíssima e uma biblioteca com mais de 3mil plugins.

Então defina seus objetivos, faça sua escolha e seja feliz. :-)

Pra saber mais

Sobre blogs, blogueiros, blogosfera e discussões inúteis

Há 3 anos eu tinha uma opnião sobre blogs. Como desenvolvedor web, passei a criar templates pra eles e a opnião mudou. Um ano depois criei meu primeiro weblog e aí a coisa desandou, descobri um mundo inteiro blogosfera por trás de um único conceito: blogs.

Não gosto de discutir sobre a forma como os blogs são vistos, sobre o preconceito com blogueiros (se é que isso existe) ou sobre monetização. No fim das contas, assim como qualquer projeto web, somente uma pergunta é válida: O objetivo inicial foi atingido? Simples assim. A única coisa que realmente importa é saber se o blog atingiu os objetivos traçados pelo autor durante sua concepção. Não espere ganhar alguma coisa se você criou um blog apenas por criar.

Imagem(Tiro ao alvo) E aí, vai chegar onde você quer?

Sabe, não faz muito sentido discutir qual blog tem mais acessos, qual ganha mais dinheiro, qual tem mais assinantes de feeds, quem publica conteúdo original, etc. Não tenho medo em dizer que mais de 80% das discussões sobre blogs que rolam na internet são egocêntricas.

Olha o umbigão aí. (créditos)

Um pequeno exemplo…

Vamos lá. Carlos (nome fictício) criou um blog em 2003. Durante 3 anos ele atualizou o blog religiosamente todos os dias. Em suma, o negócio dele - se é que podemos chamar assim - é repassar conteúdo. Dificilmente Carlos cria alguma coisa, ele apenas posta imagens, textos e vídeos que encontra por aí. O blog do Carlos tem mais de 3 anos e possui uma média de 500 acessos/dia.

Um dia, através da internet, Carlos conhece Rafael.

Rafael tem um blog com 20mil acessos/dia. Ele não trabalha, ele vive do blog. Ele ganha, com o blog, uma média de 5mil reais por mês. Detalhe: O blog do Rafael tem apenas 1 ano de vida. E o conteúdo do blog é non-sense.

Já sei! Se eu ganhar dinheiro com meu blog não vou precisar trabalhar!

E aí o ser humano é incrível. Carlos acha que, se Rafael ganha dinheiro com blogs, ele também pode ganhar. Carlos acha que, se Rafael tem 20mil acessos/dia, ele também pode ter. Carlos tenta, não consegue retorno imediato e aí reclama.

Pronto, aí começa toda aquela discussão inútil na “blogosfera”. Essa discussão inclui temas como panelinha de blogs, plágio, monetização e troca de links. A maioria das opniões não agregam valor à discussão e são feitas por blogueiros ditos “menores”. Se você reparar, os verdadeiros blogueiros sequer participam de tais discussões (em grande parte, estes são os que atingiram seus objetivos com o blog).

Óbvio que, no meio dessa discussão, existem opniões de qualidade e reclamações qualificadas, mas são uma parcela ínfima de todo o montante. Infelizmente.

Tá, mas e aí? Qual é o segredo?

Simples, o que Carlos ainda não aprendeu é que, diferente dele, o negócio do Rafael não é apenas repassar conteúdo. O negócio do Rafael é ser encontrado por mecanismos de busca, fidelizar leitores, gerar discussões e, só depois, ganhar dinheiro com isso.

Carlos esquece não sabe que é preciso um plano de ação para atingir seu objetivo. Carlos esquece não sabe que o objetivo final nem sempre é a monetização.

Onde Carlos vê apenas seu próprio blog, Rafael enxerga leitores.

Como instalar o WordPress MU na Dreamhost

No post anterior eu falei sobre algumas características do WordPress MU e algumas pessoas me perguntaram como instalar o WordPress MU com suporte a subdomínios na Dreamhost.

Acabei fazendo este pequeno passo-a-passo.

Antes de instalar…

Por mais que o WordPress MU seja fácil de usar, tenha em mente que ele não foi feito pra iniciantes. Antes de instalar pense no seguinte:

  • Você tem mais do que 5 blogs com administradores diferentes?
  • Você tem conhecimentos de PHP, MySQL e sabe interpretar logs de erro?
  • Você vai ter tempo pra dar suporte aos vários blogs que estarão sob sua responsabilidade?

Se você respondeu não para alguma dessas perguntas é porque ainda não é hora de instalar o WordPress MU.

Também tenha em mente que se os blogs tiverem muitos acessos você vai precisar de um servidor dedicado. Pense em “muitos acessos” como mais de 10mil visitas/dia.

Agora se você confia no seu taco e acha que não vai ter problemas, se prepare para instalar!

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WordPress MU, gerenciando vários blogs ao mesmo tempo.

Acredito que, para os leitores deste blog, o WordPress dispensa apresentações.

Na minha opnião é o melhor CMS que existe para gerenciar um blog. Com a infinidade de plugins disponíveis, a ferramenta é útil até no gerenciamento de pequenos sites. Não é segredo, inclusive para alguns clientes, que utilizo o CMS para gerenciar vários projetos.

Agora por mais que haja diversos plugins que facilitem, eu nunca gostei de instalar(ou remover) plugins e atualizações individualmente. Com o perdão da palavra, sempre achei um saco subir um plugin várias vezes por FTP para instalá-lo manualmente em cada blog. Foi aí que encontrei uma forma de gerenciar todos os blogs com mais eficiência: o WordPress MU.

E o que é o WordPress MU?

Wordpress MU É o cara que agilizou minha vida.

O WordPress MU, ou multi-usuário, como o nome diz é uma versão do WordPress com suporte a vários usuários. Você consegue gerenciar diversos blogs em uma única instalação do WordPress.

Quer dizer que instalo o WordPress MU e crio quantos blogs quiser?

Sim, exatamente. E ao invés de instalar uma nova versão do WordPress pra cada blog, você só tem o trabalho de apertar o botão “Criar um novo blog”.

Onde o WordPress MU pode ser útil?

Se você gerencia mais de 5 blogs, quer montar sua própria rede de blogs ou tem vários blogs dentro de um outro site, é a solução ideal.

E o que eu ganho com isso?

Eficiência, um exemplo são os plugins. Você atualiza o plugin uma vez e todos os demais blogs atualizam automaticamente.

O WordPress MU é perfeito?

Ainda não, mas ele está no caminho certo. Existem algumas funcõe que poderiam ser implementadas, como por exemplo a edição de temas. Os usuários não podem editar ou instalar seu próprio tema, somente os temas fornecidos pelo administrador podem ser utilizados.

Os blogs podem ter mais de um autor?

Sim, o sistema permite inúmeros blogs com inúmeros usuários. Os usuários são classificados em editores, colaboradores e administradores. Não existe limitação, a não ser que seu servidor não dê conta do recado.

Os blogs podem ser alocados em subdominios?

Sim, ao instalar o sistema você escolhe qual o modelo de urls que o WordPress MU irá utilizar. Existem duas opções disponíveis: subdomínios(ex. http://seublog.seu-mu.com) ou seguido modelo de pastas no servidor(ex. http://seu-mu.com/seublog/). Em alguns servidores é comum a opção de subdomínios não funcionar, nesse caso nada que uma conversa com o suporte não resolva.

Acabou? É só isso?

Para você conhecer melhor o sistema, só instalando e fuçando. Uma coisa eu digo, ele agiliza(e muito) a produtividade. É uma ótima alternativa pra quem quer gerenciar vários sites sob um único sistema. E o melhor de tudo, assim como o WordPress, ele é gratuito.

Se interessou? Então baixe o WordPress MU.

As 7 regras do JavaScript não obstrutivo - Parte 3

Caso não lembrem, já tivemos uma pequena introdução, parte 1 e parte 2 dessa série.

Se você não souber o que é JavaScript não obstrutivo, recomendo a leitura desse artigo antes de qualquer coisa. Caso contrário, vamos ao que interessa…

Deixe o percurso via DOM para os especialistas (CSS, o caminho mais rápido)

É interessante observar que percorrer o DOM com seus métodos e propriedades (como getElementByTagName, nextSibling, previousSibling, parentNode e seus derivados) parece confuso para muitas pessoas. E é mais interessante ainda observar como nós já fazemos isso com uma tecnologia diferente: CSS.

- Muito prazer, eu sou o CSS e estou aqui pra ajudar.

CSS é uma tecnologia que atribui um seletor, movimenta o DOM para acessar o elemento desejado e altera seus atributos visuais. Um código JavaScript pouco complexo pode ser substituído por um único seletor CSS:

var n = document.getElementById('nav');
if(n){
var as = n.getElementsByTagName('a');
if(as.length > 0){
for(var i=0;as[i];i++){
as[i].style.color = ‘#369′;
as[i].style.textDecoration = ‘none’;
}
}
}

O código acima é a mesma coisa que

#nav a{
color:#369;
text-decoration:none;
}

Esta é uma maneira muito eficiente. Você ainda pode atribuir classes dinamicamente para elementos superiores na hierarquia HTML ou alterar Ids. Se você simplesmente adicionar uma classe para a tag body da sua página usando o DOM, você pode facilmente oferecer uma oportunidade para um designer definir versões estáticas e dinâmicas para um único documento:

JavaScript:

var dynamicClass = 'js';
var b = document.body;
b.className = b.className ? b.className + ' js' : 'js';

CSS:

/* versão estática */
#nav {
....
}
/* versão dinâmica */
body.js #nav {
....
}

Repare que ao invés de efetuar todas as mudanças através do JavaScript, nós o utilizamos apenas para adicionar uma classe. Sempre que possível, deixe as alterações visuais por conta do CSS.

Continua… (mas não me perguntem quando, assinem o feed)

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